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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Igrejas Russas -Nossa Senhora de Kazan

Ao lado do Museu histórico uma igrejinha. Era a de Nossa Senhora de Kazan, pequena e cheia de charme e onde decorria uma missa de rito ortodoxo, com um lindíssimo coro. Esta pequena Igreja  Stalin tinha mandado destruir porque incomodava as entradas na Praça Vermelha das paradas militares que assinalavam a Revolução de Outubro.

Nesta pequena igreja encontra-se o icone de Kazan, que é uma efígie de Maria  e está associada a vários fatos da história russa: a libertação de Moscou e da Rússia, das tropas polacas (1612) e das tropas de Napoleão (1812). A Igreja de Kazan na Praça Vermelha  foi  consagrada em 1630, demolida nos anos 1930 do século XX e reconstruída após a queda do regime comunista russo, em 1990. 

Dizem os guias que o último ato político do Czar Nicolas II, em 1918, foi o de consagrar o seu Império a Maria.

Quatro dias mais tarde, ele foi preso e, alguns dias depois, por ordem de Trotski, executado, e assim, toda a sua família. O Ícone de Kazan desapareceu em meio aos horrores da Revolução Russa. Muitos pensavam que o Ícone havia sido queimado nos grandes autos-de-fé de ícones e imagens santas daquele período, porém, em 1965, o Ícone de Kazan foi encontrado, exposto à venda no leilão de um grande antiquário de Nova Iorque, sem o oklad ( o recorte de metal que embelza a imagem santa) e bastante danificado.

O valor do lote era de US$ 500.000,00, realmente inacreditável, para a época, e o governo soviético tentou adquiri-lo, mas os russos  que moravam nos Estados Unidos o compraram e cuidaram de restaurá-lo. O Ícone foi colocado em Fátima, Portugal, como delicada retribuição ao que fora anunciado aos três pastorinhos, nas profecias em favor da Rússia. A sala blindada da capela que lhe fora dedicada chamava-se Domus Pacis.

O Ícone de Kazan foi oferecido ao Papa João Paulo II, quando de uma de suas visitas a Fátima. Sua Santidade encarregou seu legado, o Cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos cristãos, que a devolvesse aos russos, no dia 28 de agosto de 2004, festa da Dormição da Virgem Santíssima, o que aconteceu durante longa cerimônia, na qual a rica liturgia ortodoxa se manifestou no espaço grandioso da Catedral da Dormição do Kremlim.

Na ocasião, o Patriarca Alexis II agradeceu a Sua Santidade, o Papa João Paulo II "com todo o coração", pelo "gesto, contribuição recíproca para que sejam ultrapassadas as conseqüências negativas de uma história do século XX, marcada pela perseguição sem precedentes, contra a fé a Jesus Cristo".

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