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sexta-feira, 29 de julho de 2011

História da Russia

Um resumo de sua história

I - Ivã, o Grande

A região cortada pelos Rios Moscou e Volga é habitada pelo homem desde tempos remotos. Em nossa era, sabe-se que os vikings, originários da Suécia, cruzaram o Báltico e se estabeleceram no território por volta do século 9, erguendo as cidades de Kiev e Ninji Novgórod.

O Kremlin e seus arredores começaram a ser construídos ao longo do século 11, mas a fundação de Moscou é atribuída a Yury Dolgorukiy, príncipe de Suzdal, em 1147. Quase um século depois, a cidade foi conquistada pelos mongóis, liderados por Batu, neto de Gengis Khan. Moscou tornou-se um principado e teve as primeiras casas de pedra erguidas ao longo dos anos 1300, por ordem de Ivan Kalita. Nessa época, cerca de 30 mil pessoas viviam ao redor do Kremlin. Em 1380, o príncipe Dmitry conseguiu derrotar os mongóis, mas estes se vingaram dois anos depois, destruindo Moscou por completo. Entretanto, a cidade rapidamente se recuperou, tornando-se o centro do país no século 14.

Entre 1462 e 1505, Moscou foi governada pelo príncipe Ivã III, também chamado o Grande. Foi ele quem conseguiu unificar as terras (e os povos) ao redor da cidade, determinando os novos limites. Além disso, contratou os serviços de arquitetos italianos para construir monumentos e edifícios que deveriam torná-la uma "nova Roma".

II- Ivã, o Terrível

Ivã IV, conhecido como o Terrível, adotou o título de czar (o mesmo significado de Cesar, só que em Russo) em 1547. Com objetivos expansionistas, derrotou os tártaros em Kazan e Astracã. Em 1571, a cidade possuía mais de 100 mil habitantes e era um dos principais centros políticos do mundo. Após o reinado de Boris Godunov, Moscou foi vítima da invasão de poloneses e lituanos (1610). Destruída pelos invasores, teve de ser reconstruída em 1626. Com a expulsão dos inimigos, Mikhail Romanov, de apenas 16 anos, foi eleito czar por um conselho de nobres, dando início aos três séculos da dinastia Romanov, período de consolidação do poder em Moscou.

III- Pedro, o Grande
 

Entre os séculos 17 e 18, Pedro, o Grande, deu impulso à modernização da cidade, com a construção de edifícios e a implantação do sistema sanitário. Ele funda São Petersburgo, a capital do império, em 1712, mais próxima das rotas de comércio ocidental. Entretanto, Moscou continuava a representar o "coração" da Rússia. Em 1812, forças comandadas por Napoleão invadiram o país e, após a sangrenta batalha de Borodino, ocuparam Moscou. A população só concordou em deixar a cidade após queimá-la, destruindo-a quase por completo. Com a retirada de Napoleão, iniciaram-se os trabalhos de reconstrução de Moscou (1813).

IV- Revolução Russa

A população de Moscou cresceu muito na virada do século. Em 1914 havia mais de 1 milhão de pessoas em seu território. Iniciava-se a Primeira Guerra Mundial e a Rússia, em conflito com a Alemanha, inflingiu pobreza e miséria ao seu povo. Em 1917, uma insurreição comandada por Lênin conquistou o poder, com o apoio dos moscovitas, ansiosos de se verem livres do domínio czarista. No ano seguinte Moscou reconquistou "de fato" a posição de capital do país, já que havia o temor de que São Petersburgo seria presa fácil para os exércitos alemães. Finalmente, em 1922, Lênin criou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), elegendo Moscou a sua capital. Sob o pulso forte de Josef Stálin (1924), a cidade foi alvo de um grande plano de urbanização. A população ganhou a primeira linha de metrô (1935), entre outros melhoramentos. Quatro anos depois começava a Segunda Guerra Mundial. Entre russos e alemães, foi firmado um pacto de não-agressão. Mesmo assim, exércitos nazistas invadiram a Rússia (1941), mas não conseguiram se apossar de Moscou.

V- Abertura ao Ocidente

Em 1985, Mikhail Gorbatchov assumiu o poder do então frágil Partido Comunista e começou a pôr em prática reformas inspiradas em dois ideais: glasnost (transparência) e perestroika (reestruturação). A União Soviética tinha seus dias contados. Boris Iéltsin, chefe do PC de Moscou, acelerou o processo de reformas, com a sua eleição para a Presidência da recém-criada Federação Russa (1991). Desde então, a capital continua a servir de espelho dos novos tempos, abrigando os sinais de opulência e miséria provocados pela desestatização e liberalização da economia do país
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