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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Viagem ... Cantora


Uma peculiaridade do vagão restaurante: uma das ferromoças mesmo depois de mais de 10 horas continuas servindo os passageiros está super feliz e cantando musicas sertanejas. Puxamos conversa e ela se revela uma admiradora de Zezé de Camargo e Luciano. Além disso se esparrama pela musica local.

Estou falando do Brega . Todavia, sua conceituação como estética musical tem sido um tanto difícil - uma vez que não há um ritmo musical propriamente "brega" - e alvo de discussões por estudiosos e gente do meio musical. Mesmo sem ter estabelecidas características suficientemente rígidas, o termo praticamente foi alçado à condição de gênero.

Inicialmente, o termo designava um tipo de música romântica, com arranjo musical sem grandes elaborações, bastante apelo sentimental, fortes melodias, letras com rimas fáceis e palavras simples, em outras palavras, uma musica de "mau gosto" ou "cafona". Mas a partir da imprecisão conceitual que o termo carrega desde sua origem, podia abarcar artistas de outros gêneros musicais, o que, na verdade, só reforçaria essa imprecisão.

Para tornar a conceituação mais difícil, o "brega" assimilaria na década 1990 novos aspectos - alguns dos quais distantes da linha romântica popular, como são os casos do brega pop e do tecnobrega, bastante populares na região em especial, na cidade de Belém.

Embora esteja longe de uma definição conceitualmente precisa, o "brega" segue alcançando grande aceitação entre segmentos das camadas populares do Brasil.

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